Colhe com um guardanapo
Poesia que escorre
Do canto da boca.
Abandona na mesa mais imunda
De uma espelunca qualquer;
Declaração de amor ao mundo.
Não atire pérolas aos porcos.
Atire poemas
Talvez lhes sirva ao menos
Para limpar a bunda;
Ou agasalhe, no lixo,
Algum coração mastigado
Cuspido como verso
Pouco palatável.
domingo, 14 de agosto de 2011
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